Embrapa planeja pesquisa de longo prazo para cultivo de cannabis no Brasil

Os planos da Embrapa incluem a criação de um banco de sementes de cannabis e a adaptação de variedades ao solo e ao clima do país. 

Programa prevê banco de sementes e adaptação de variedades ao clima brasileiro, mas depende de aval da Anvisa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) prepara um programa de pesquisa de longo prazo para o cultivo de cannabis no Brasil. A iniciativa, com duração prevista de 12 anos, ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O projeto inclui a criação de um banco de sementes e o desenvolvimento de variedades adaptadas ao solo e ao clima do país, além da identificação de possíveis centros regionais de produção.

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Segundo pesquisadores da Embrapa Semiárido, cerca de dez empresas nacionais e internacionais já demonstraram interesse em parcerias. As companhias avaliam o uso da planta para produção de medicamentos, alimentos e aplicações industriais, além de estudos sobre rotação de culturas e fixação de carbono no solo.

Experiências anteriores da Embrapa com melhoramento genético, iniciadas na década de 1970, contribuíram para a expansão da produção de soja e para a consolidação do Brasil como um dos maiores produtores globais do grão.

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Em novembro de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o plantio de cannabis para fins medicinais, determinando prazo para regulamentação por parte da Anvisa. A agência pediu prorrogação do prazo, que ainda está em análise.

A venda de maconha recreativa segue proibida no Brasil. A autorização judicial abriu espaço para o cultivo de cânhamo, variedade com baixo teor do composto psicoativo THC, usada para extração de canabidiol (CBD) e aplicações industriais.

Especialistas apontam potencial da cultura para abastecer setores como papel, têxtil e alimentos, embora as regras atuais restrinjam o plantio a ambientes controlados e protocolos rígidos.

China, França, Paraguai e outros países já autorizam o cultivo da planta para fins industriais ou medicinais, segundo estudos acadêmicos.

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