Justiça de Farroupilha sentencia dono de haras por tortura, estupro e tentativa de homicídio

2601-foro-destaque

Vítima sofreu choques elétricos, teve dentes arrancados, foi estuprada e forçada a pular de penhasco; sentença também prevê indenização

A Justiça de Farroupilha condenou Ari Glock Júnior, proprietário de um haras no município, a 42 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por uma série de crimes brutais cometidos contra um funcionário em agosto de 2021. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) e o Ministério Público Estadual (MPRS), o trabalhador rural foi submetido a choques elétricos, teve dentes arrancados, foi estuprado, sofreu queimaduras, golpes de facão, coronhadas e, após dias de tortura, foi forçado a pular de um penhasco para tentar escapar das agressões.

De acordo com a denúncia, o réu suspeitava que a vítima teria furtado R$ 20 mil da propriedade. O funcionário foi mantido amarrado, sofreu diversas formas de violência física e psicológica, foi sequestrado, teve objetos pessoais roubados e ficou em cárcere privado. Mesmo após sobreviver à queda no penhasco, o trabalhador conseguiu pedir socorro.

Além da pena de prisão, a sentença do juiz Enzo Carlo di Gesu, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Farroupilha, determina o pagamento de R$ 300 mil por danos morais e R$ 54 mil por danos materiais à vítima, valores que serão corrigidos monetariamente. Cabe recurso da decisão.

O caso foi investigado pela Delegacia de Polícia de Farroupilha, com acompanhamento do Ministério Público do Rio Grande do Sul. As autoridades destacam a gravidade dos crimes e a importância da condenação como resposta à sociedade.

Compartilhar

AD – 1440 x 405 – afeto organic beauty
AD – 1440 x 405 – Instituto Bordin
AD 400 x 437 – afeto organic beauty
AD 400 x 437 – Instituto Bordin