Neilene Lunelli afirmou que o percentual proposto é obrigação legal, prevista na Constituição e fica muito abaixo dos 9% aprovados em assembleia. A sindicalista ressalta que os servidores estão há mais de 10 anos sem ganho real nos salários
Bento Gonçalves vive um momento de tensão política envolvendo o reajuste salarial dos servidores públicos municipais. Nesta terça-feira (15), a Prefeitura encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que propõe um reajuste de 5,06% nos salários dos servidores, baseado no índice oficial de inflação (IPCA) acumulado entre março de 2024 e fevereiro de 2025, com pagamento previsto para maio.
O prefeito Diogo Siqueira destacou que Bento Gonçalves será uma das primeiras cidades de médio e grande porte a conceder o reajuste.
Falta diálogo
No entanto, a proposta foi duramente criticada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserp-BG). Em nota, a presidente Neilene Lunelli afirmou que o percentual apresentado está abaixo dos 9% aprovados em assembleia pela categoria e enviados ao Executivo. Além disso, o sindicato reclama da falta de diálogo prévio, da ausência de reajuste no vale-alimentação e do fato de o reajuste só ser aplicado a partir de maio, desconsiderando a inflação dos meses de março e abril.
Neilene também ressaltou que os servidores estão há mais de 10 anos sem ganho real nos salários e que o reajuste proposto pela Prefeitura não passa do cumprimento da obrigação legal prevista na Constituição Federal. O sindicato acusa ainda a gestão municipal de promover o desmonte do serviço público, citando a recente aprovação na Câmara de projetos que retiram benefícios trabalhistas para futuros servidores.
A crise se aprofunda com a mobilização dos servidores, que entraram em estado de greve e convocaram assembleia para discutir os próximos passos, incluindo a possibilidade de paralisação dos serviços públicos.
A Prefeitura, por sua vez, rebate as críticas e atribui o movimento sindical a interesses políticos, o que tem aumentado a polarização no município. O impasse entre Executivo e servidores coloca em xeque a estabilidade dos serviços públicos e exige uma negociação urgente para evitar maiores conflitos.
A votação do projeto de reajuste está prevista para os próximos dias na Câmara de Vereadores, enquanto a categoria aguarda uma resposta que atenda suas reivindicações. A situação promete continuar sendo um dos principais temas do debate político local nas próximas semanas.
“Aguardamos todos na assembleia de amanhã , as 18 horas na Escola Bento para tratar de assuntos diversos entre eles o reajuste salarial e do vale alimentação”, destacou a sindicalista





