A determinação ocorre em meio a investigações no STF. Uma delas apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. As suspeitas são objeto de investigação e não representam, por si só, comprovação de crime.
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes e que está proibido de deixar o Brasil por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador relatou que recebeu a intimação após visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio atribuiu a decisão a uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, feita em 23 de outubro, sobre a possibilidade de deixar o país caso perdesse a eleição presidencial.
A determinação ocorre em meio a investigações no STF. Uma delas apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. As suspeitas são objeto de investigação e não representam, por si só, comprovação de crime.
Contestação do resultado eleitoral
No mesmo pronunciamento, Flávio afirmou que pretende recorrer à Justiça para pedir a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Derrotado no segundo turno, ele questionou a prorrogação do horário de votação determinada por Cristiano Zanin, do STF, e acusou o adversário de abuso de poder político e econômico.
“Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, declarou o senador, que também contestou os efeitos da extensão do horário de votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas.
Flávio afirmou que pretende utilizar medidas jurídicas para questionar o resultado. A intenção anunciada de recorrer, no entanto, não equivale à apresentação de um pedido formal nem altera o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral.





