CIC de Bento Gonçalves, oferece curso nos dias 21 e 22 de setembro, aborda riscos para empresas, LGPD, políticas internas e estratégias para transformar a inteligência artificial em ferramenta segura e estratégica
A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas, mas o avanço da tecnologia trouxe uma nova questão para gestores e profissionais: como usar IA sem deixar de controlar os riscos envolvidos?

É justamente essa discussão que chega a Bento Gonçalves nos dias 21 e 22 de setembro, com o curso Governança de Inteligência Artificial (IA), promovido pelo escritório Dupont, Spiller e Fadanelli Advogados, com apoio da Associação de Profissionais de Cibersegurança (APCRS), do SIMECS e do CIC-BG.
A proposta é mostrar como as empresas podem estabelecer regras para o uso da tecnologia, proteger dados e incorporar a inteligência artificial aos processos de maneira segura e estratégica.
“Vamos abordar governança de dados e de IA de forma ampla, tratando de riscos práticos, conformidade com a LGPD aplicada à IA, políticas internas, estruturação de comitês de governança, frameworks de mercado, legislação aplicável e workshops práticos de implementação”, explica a advogada Bárbara Ravanello, uma das organizadoras.
Sócia do Dupont, Spiller e Fadanelli Advogados e especialista em Direito Digital, LGPD e Governança de IA, Bárbara destaca que o conteúdo não está restrito a um segmento específico. A programação é voltada a qualquer empresa que utilize dados e ferramentas de IA ou esteja planejando incorporá-los à rotina.
Da experimentação à governança
O uso da IA sem controles pode criar problemas que vão além da tecnologia. Entre os riscos estão questões jurídicas, operacionais, reputacionais e de segurança da informação, além de custos que podem comprometer os resultados esperados.
“A IA já está incorporada à rotina das empresas, mas o uso sem controles pode gerar riscos jurídicos, operacionais, reputacionais e de segurança da informação, além de ampliar custos e comprometer os resultados esperados”, afirma Bárbara.
Nesse cenário, governança significa estabelecer regras de utilização, definir responsabilidades, avaliar riscos, manter supervisão humana e acompanhar continuamente os sistemas.
“Governança, nesse contexto, significa estabelecer regras de uso, papéis e responsabilidades claros, avaliação de riscos, supervisão humana e monitoramento contínuo, ou seja, transformar o uso da IA de algo informal em uma prática segura e estratégica – tornando a Governança o principal acelerador da inovação”, completa.
Curso terá aplicação prática
Esta será a segunda turma do curso em Bento Gonçalves. A programação combina estudos de casos reais, dinâmicas orientadas e oficinas destinadas à estruturação da governança de dados e inteligência artificial.
A ideia é que os participantes terminem o curso com um roteiro que possa ser aplicado na própria empresa, incluindo a elaboração de políticas, criação de comitês e definição de controles.
Além de Bárbara Ravanello, o curso terá como ministrantes a advogada Silvana Macioski, especialista em Direito Digital e Governança de IA; Pedro Bocchese, diretor de novos negócios na Processor e pós-doutor em IA; e o engenheiro de IA Geanderson Lenz.
O conteúdo é direcionado a profissionais que participam de decisões envolvendo dados, tecnologia e inteligência artificial. Entre o público estão DPOs e profissionais de privacidade, equipes de TI e Segurança da Informação, além das áreas Jurídica, Compliance, Inovação, Qualidade, Direção, Recursos Humanos e Marketing.
A troca de experiências entre as empresas participantes também é apontada pelos organizadores como parte importante da metodologia.
As inscrições estão abertas. Associados do CIC-BG têm desconto de 5%, enquanto empresas que inscreverem duas ou mais pessoas têm desconto de 10%.
Serviço
O quê: Curso Governança de Inteligência Artificial (IA)
Quando: 21 e 22 de setembro, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30
Onde: CIC-BG, Bento Gonçalves
Informações: (54) 99973-4035




