Pesquisa do Procon aponta queda de mais de 10% no preço do gás

2015-04-10_190211
Em pesquisa realizada pelo Procon foi constatado que o produto ficou mais barato, quando comparado ao mesmo período de 2017. Fiscal do órgão diz que preço tem caído desde janeiro deste ano

Em pesquisa realizada pelo Procon foi constatado que o produto ficou mais barato, quando comparado ao mesmo período de 2017

 

O gás de cozinha está pelo menos R$ 6,00 reais mais barato, quando comparado ao mesmo período de 2017, representando uma queda de 12% no valor. Segundo pesquisa realizada pelo Procon, em junho de 2017, a média era R$ 67,50 no depósito e R$ 74,00 na entrega a domicílio. Em junho deste ano, a média foi de R$ 62,50 no depósito e R$ 68,00 na entrega a domicílio. Numa das empresas consultadas, em junho do último um botijão de 13kg estava sendo comercializando pelo valor de R$ 78 reais, e agora a mesma empresa vende por R$ 68 reais, justificando a queda de 12% no valor do produto.
O fiscal do Procon, Thiago Duarte dos Santos, afirma que o preço do gás de cozinha está apresentando queda em seus preços desde janeiro de 2018. “No primeiro semestre de 2018 o gás se manteve com valor médio de compra de R$ 62,50 – compra direto em depósito; e R$ 68,00 na entrega a domicílio. Comparando com os preços de 2017, a média de compra é de R$ 65,75 – no depósito , e R$ 73,00 na entrega a domicílio”, explica o fiscal do Procon,Thiago Duarte dos Santos.
Ainda de acordo com o fiscal, na última pesquisa foi constatado que houve uma estabilização do preço devido à greve dos caminhoneiros. Ele explica sobre os motivos pelos quais aconteceu a queda nos preços. “Como não há um tabelamento de preços, as revendedoras trabalham com diferentes percentuais. Podemos afirmar que a queda no preço final ao consumidor também está relacionada ao período de recesso que estamos enfrentando. Desta forma, os consumidores estão mais atentos aos preços praticados, e por consequência negociando melhores valores no momento da compra”, salienta.

A nova política de preço da Petrobras
A direção da Petrobras, em outubro de 2016, mudou a política de preços dos derivados de petróleo, em especial da gasolina e do diesel. Em julho de 2017, alterou também a política de reajustes do preço do gás de cozinha, o que tornou os aumentos mais frequentes, com o objetivo de estabelecer cotações mais próximas às do mercado global.
O gás de cozinha é envasado em botijões de 13 kg e vendido nas refinarias da Petrobras para as distribuidoras. É chamado tecnicamente de gás liquefeito de petróleo (GLP). É o principal combustível de uso doméstico.
O valor do botijão de GLP residencial (13 kg) ficou congelado em R$ 13,51 nas refinarias da Petrobras, entre janeiro de 2003 e agosto de 2015. Em julho de 2017, estava em R$ 17,81 e, em dezembro desse mesmo ano, chegou a R$ 24,38, salto de 37%.
A nova política de preços adotada pela direção da Petrobras para o GLP de 13 kg não leva em consideração a resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que “reconhece como de interesse para a política energética nacional a prática de preços diferenciados, por produtor ou importador, de gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, pois tem elevado impacto social, posto que seu custo de aquisição afeta a parcela da população brasileira com menor poder aquisitivo”.
Segundo a Petrobrás, o impacto ao consumidor brasileiro seria maior do que o concedido, mas foi diluído pela combinação entre o período de nove meses usado como base para o cálculo do preço, conforme definido na metodologia anunciada em janeiro, e do mecanismo de compensação que permitirá que eventuais diferenças entre os preços praticados ao longo do ano e o preço internacional sejam ajustadas ao longo do ano seguinte, conciliando a redução da volatilidade dos preços com os resultados da Petrobras.

 

Pesquisa realizada pelo Procon no dia 30 de junho de 2017
Pesquisa realizada pelo Procon no dia 30 de junho de 2018