IMAMA ratifica posição favorável aos enfermeiros
08/07/2010 16:50:38
A presidente do Imama, Maira Caleffi, certifica a habilitação do enfermeiro
O IMAMA – Instituto da Mama do RS divulgou nota na quarta-feira manifestando seu posicionamento a favor da solicitação de mamografia para rastreamento por enfermeiros, de acordo com protocolo do INCA – Instituto Nacional do Câncer. A presidente do Instituto, Maira Caleffi, assina a nota em que cita parecer técnico publicado pelo INCA em junho de 2009 em que é reforçado o papel dos enfermeiros nesse processo de rastreamento. “Conforme esta instituição, no caso de mamografia diagnóstica, o enfermeiro deverá encaminhar ao médico toda paciente com queixas mamárias ou lesões suspeitas na mamografia”.
Ainda para o IMAMA, a mamografia é o principal exame para a detecção precoce do câncer de mama. Diz a nota ainda: “Precisamos desburocratizar o sistema e diminuir sua lentidão. Uma das principais causas da alta mortalidade por câncer de mama no RS, em qualquer município, é o atraso do diagnóstico. O IMAMA não defende, obviamente, que o enfermeiro analise o laudo ou conduza o tratamento, funções claramente médicas. Mas temos certeza que esse profissional está habilitado para a solicitação do exame às pacientes. Essa mudança representa um grande avanço na luta contra o câncer de mama. O fato de sobrar mamografias no sistema não significa que haja mamografia disponível para todo mundo. O que acontece é que a maior parte das mulheres não está fazendo seus exames, também por falta de cobertura dos postos de saúde, que cobrem apenas 20% da população no Estado”.
A presidente Maira Caleffi encerra a nota lembrando que o câncer de mama não pode ser prevenido, mas a entidade tem a obrigação, como entidade voltada à área da saúde, de lutar pela diminuição no número de mortes pela doença. “O IMAMA aguarda, do Conselho Municipal de Saúde Bento Gonçalves, posicionamento oficial e favorável ao tema”, reforça a presidente.

Retirado projeto sobre cobrança de boleto bancário
Após ter sido aprovado em primeira votação no dia 28, o projeto de lei que proíbe a cobrança ao consumidor do custo do boleto bancário e de seu envio foi retirado de pauta na sessão da Câmara de Vereadores na última segunda-feira. A retirada, segundo explica o próprio autor da proposta, Neri Mazzochin (DEM), é que a lei tinha vício de origem, ou seja, a proposição não pode ser feita pelo legislativo municipal.
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